quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Campanha de doação de sangue



Com intuito de auxiliar a manter os estoques de sangues em níveis seguros, a CDL promove mais uma edição da campanha de doação de Sangue Olga Haddad.
Seja um doador, seja um divulgador!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Oportunidades para Cuiabá

Artigo publicado em 15/09/09 no site www.olhardireto.com.br, em 16/09/09 no jornal Folha do Estado.

Cuiabá foi escolhida para ser uma das sub-sedes da Copa de 2014 e estamos concorrendo para transformar a capital de Mato Grosso numa cidade mais próspera, pujante e com melhor qualidade de vida.

Ainda não é hora para festejar, afinal oportunidade nunca foi sinônimo de sucesso garantido. Se Cuiabá ou qualquer outra sub-sede não seguir rigorosamente alguns requisitos estabelecidos pela Fifa, e constantemente avaliados ao longo dos anos que nos separam do grande evento, haverá a possibilidade de ser excluída de sediar a Copa.

Sediar um evento dessa magnitude significa, também, pegar carona para alavancar o desenvolvimento. Barcelona é um exemplo de cidade que aproveitou as Olimpíadas (1992) para promover o turismo e prosperidade da região. De uma cidade pacata e com diversos problemas, passou a ser das cidades mais visitadas e charmosas da Europa.

Não dá para esconder debaixo do tapete os diversos problemas que a capital mato-grossense possui, não só no quesito infra-estrutura, como também na parte de civilidade, sociabilidade, amabilidade e profissionalismo dos anfitriões. Gringos gostam de alegria, aconchego e informalidade, mas não costumam achar graça nenhuma em sujeira, buracos nas ruas, trânsito maluco, transporte público deficiente, violência, etc. Se Cuiabá pretende ser um futuro pólo turístico, teremos que melhorar em muitos aspectos.

A corrida contra o tempo já começou e é de se desejar que a cobiça de alguns políticos, as rivalidades partidárias, os egos ávidos por notoriedade e, é claro, os conchavos contratuais não inviabilizem a realização das obras e a adoção de providências necessárias ao cumprimento do cronograma estabelecido.

Estive recentemente em Curitiba, e por lá ninguém comenta a escolha da cidade para ser uma sub-sede. Não que os curitibanos estejam indiferentes à escolha, mas a capital paranaense já recebe grande visitação de turistas e é considerada uma das mais organizadas do país. A lição de casa já vem sendo feita nas últimas décadas. Curitiba somente necessitará de alguns pequenos ajustes e já estará pronta para receber e agradar os exigentes turistas estrangeiros.

Da nossa parte, só com planejamento, investimentos, organização, seriedade e muito trabalho é que poderemos comemorar a escolha como certa e garantida. Por ora, adiemos a comemoração e trabalhemos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

♪ A UTOPIA FEDE ♫

Artigo publicado em 10/10/09 no site www.matogrossoonline.com.br, em 17/09/09 no jornal Diário de Cuiabá, em 20/09/09 no jornal Folha do Estado.
A novela do petróleo na camada pré-sal está apenas no início e já há perspectivas de cenas fortes para os próximos capítulos. União, Estados e Municípios estão babando e se digladiando para ver quem consegue abocanhar o maior naco de arrecadação, além disso, a União brada para que o montante seja utilizado para corrigir as injustiças sociais, a Petrobrás quer garantir o seu selo em todos os futuros projetos e por fim, o governo federal quer criar mais uma estatal - a Petrosal (ou Petrossauro, como dizem alguns).

Com relação à arrecadação, a União, os Estados e os Municípios ainda cultivam a velha tradição de que quanto maior a facada no bolso do contribuinte, melhor. No final desse cabo de guerra, todas as partes estarão descontentes e sentindo-se injustiçadas. Afinal, não passa pela cogitação das três esferas o raciocínio lógico de que para haver equilíbrio fiscal, há necessidade de gastos eficientes. Os governos são “um saco sem fundo”. Mal comparando (no caso, é bem comparando), funciona como dar dinheiro para um perdulário, quanto mais se dá, maiores serão os gastos e menor a preocupação com o controle financeiro.

O governo federal ainda esbraveja contra a privatização e quer montar um esquema de estatais controladoras de todo o petróleo nacional e importado. Se esse fosse o caminho correto, os melhores lugares para se viver no mundo seriam o Irã, Iraque, Venezuela, Bolívia e alguns outros países produtores do "ouro negro". Defensores do estado gigante irão dizer que petróleo é "questão de segurança nacional". Isso é ignorar o mundo contemporâneo e acreditar piamente nos velhos e amarelados manuais da esquerda da década de 70.

Mesmo que não se defenda o monopólio, a Petrobrás deve ser remunerada pelos enormes investimentos em pesquisas feitas no pré-sal. Quanto à obrigatoriedade de a companhia estar em todos os projetos de prospecção, isso não passa da perpetuação de monopólio - prática altamente prejudicial para a competição, para economia e para os consumidores.

Se o poeta Cazuza ainda estivesse vivo, provavelmente diria “A utopia fede”. Inchar o Estado, estatizar o petróleo com a desculpa de promover distribuição social é balela. O que fatalmente ocorrerá será a utilização de estatais como moeda de barganha política, cabide de emprego e transporte de altos valores em cuecas de políticos. Não há quem discorde de que seria realmente maravilhosa a transformação social a partir de investimentos nessa área tão desconsiderada ao longo da história política do país. Mas é uma grande utopia considerar que o destino de parte da receita da venda do petróleo da camada pré-sal solucionará as mazelas sociais. Lembremo-nos da extinta CPMF que, ao longo de sua existência, permitiu a continuidade de um dos mais perversos sistemas de saúde. Verbas para investimentos as temos, só falta a vontade política e competência para realizar a sua aplicação correta.

Transformar a Petrobrás ou a futura Pretrosal numa PDVSA está transcendendo a esfera econômica, social e ambiental. Significa uma volta ao antigo tema sobre o tamanho e funções do Estado. Será a volta da velha discussão sobre capitalismo X socialismo, modernidade e desenvolvimento X estagnação, avanço democrático X populismo e empreguismo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Notícia: CDL realiza sua 4ª edição de Coleta de Papéis



Nesta terça-feira, 18/08/09, a Câmara de Dirigentes Lojistas-CDL Cuiabá realizou sua 4ª coleta de papéis, resultando em 1.520 quilos de material reciclável, vendidos a R$ 91,20, valor que será revertido para o Projeto Nossa Casa.
A Ação – O programa interno da CDL Cuiabá de coleta de materiais recicláveis foi iniciado em 2007 com o apoio de todos os colaboradores e já soma mais de 5 toneladas coletadas em 4 etapas realizadas. O montante corresponde a cerca de 100 árvores não cortadas e economia de energia, água e outros insumos utilizados na fabricação de novas remessas de produtos de celulose. “É importante lembrar ainda que este direcionamento adequado evitou que estas 5 toneladas estivessem jogadas nos lixões, que causam enormes danos ambientais”, ressaltou o coordenador da Campanha, Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa.
O dinheiro arrecadado é sempre direcionado para atender a necessidades da Nossa Casa, instituição de assistencial social para meninos de 9 a 18 anos que vieram de situações de risco, lares desfeitos e outros casos nos quais é imperativo o deslocamento deste para a instituição, que funciona como o lar dos garotos e jovens.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Somos culpados?

Artigo escrito em maio/2009. Publicado em 01/07/09 no jornal Folha do Estado.
"Sou obrigado a reconhecer que, com toda a corrupção que teve de um tempo para cá, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas". Senador Pedro Simon

A cada dia um novo e mais estapafúrdio escândalo é descoberto no Congresso Nacional. Sonegação fiscal, utilização imoral e ilegal de dinheiro público, corrupção, nepotismo, corporativismo, licitação fraudulenta etc. A lista é vasta e aparentemente interminável.

Representantes eleitos para elaborar leis, fiscalizar o executivo, moralizar o país e promover o desenvolvimento e a igualdade de oportunidades, parecem ter o propósito de realizar ações opostas àquelas para as quais foram eleitos.

Muito embora não se queira partir para a generalização, está difícil achar uma exceção. Parece que nenhum congressista está isento de culpa pela prática de algum tipo de imoralidade, se é que se pode falar em imoralidades e ações antiéticas maiores e menores. Até personalidades que primavam por uma conduta considerada irrepreensível mostram seu lado obscuro na realização de atos que qualquer cidadão consideraria reprovável.

Fico imaginando a conversa entre nossos “nobres” representantes. Será que nas rodas de Brasília eles discutem sobre o desenvolvimento da nação? Sobre o baixo nível educacional da população? Sobre a fiscalização do executivo? Sobre as leis que deveriam elaborar? Seriam esses os assuntos em pauta?

No episódio do uso das cotas de passagens aéreas, aqueles que mandaram filhos, namoradas e noras para o exterior são mais éticos do que aqueles que, além de todos os parentes, propiciaram felizes viagens a amigos, vizinhos, subalternos apadrinhados etc. Quem se utilizou de 6 passagens é um político mais confiável do que aquele que distribuiu (ou negociou) 40 bilhetes aéreos? Seria necessário criar uma escala para medir irregularidades ou imoralidades?

Para jogar uma pá de cal na moralidade almejada por todos que elegem seus representantes nas nobres casas legislativas, o Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva afirmou não achar nada de errado com a farra das passagens dos congressistas. Só gostaria de lembrar que a verba do Congresso é dinheiro do cidadão para utilização exclusiva nas funções parlamentares. Não creio que exista algum contribuinte que concorde com a distribuição a esmo de bilhetes aéreos.

Nós, cidadãos, olhando atônitos para o descalabro dos políticos, ficamos tais quais aqueles pais que consideram haver propiciado boas oportunidades ao seu filho e, ao verem que ele enveredou pelo mau caminho, se perguntam: Onde foi que nós erramos? Enfim, qual é a nossa culpa?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Benefício da Crise Econômica para o Brasil

Artigo publicado em 08/05/09 no Diário de Cuiabá
De uma marolinha distante, segundo o presidente Lula, a crise do mercado imobiliário estadunidense tomou força e está afetando negativamente a economia global e, por conseguinte, a economia de nosso país. A cada dia que passa, há divulgação de dados negativos que demonstram que a crise é real, e que o sonho do governo petista de passar incólume não passou de um reles devaneio ingênuo.

Desde que o capitalismo foi assimilado pela maioria dos países, os ciclos de expansão e recessão estão presentes e são, até certo ponto, previsíveis. Essa é uma característica não muito bem quista do capitalismo. Economistas desenvolveram e ainda tentam desenvolver ferramentas que permitam aniquilar ou mesmo atenuar os períodos negativos. Mas os ciclos perduram, e é assim não só na economia. Na natureza há o dia e a noite, o verão e o inverno, os períodos de seca e de chuvas.

Das “crises” que presenciei, sempre me espantaram as notícias aterrorizadoras, algumas vezes a sensação de horror até fazia parte do meu dia-a-dia. Crise após crise, concluí que nada de terrível ocorreu como conseqüência de sua maior ou menor permanência, apenas um enxugamento daqui, outro dali, um pouco mais de dificuldades, mas a vida sempre continuou. A vida continua mesmo sob o bombardeio de notícias ruins.

Após longo período de expansão mundial, o governo petista está experimentando sua primeira grande dificuldade. Desde a primeira gestão de Lula, a economia mundial vinha pujante, até o capitalismo mostrar a sua característica negativa.

Mesmo com as dificuldades e intempéries trazidas pela crise, os cidadãos brasileiros podem vislumbrar um lado positivo. Devido à escassez do crédito, o governo tem sido obrigado a baixar as alíquotas de impostos de produtos e serviços, bem como a criar novas faixas de Imposto de Renda, tudo isso para estimular a população a continuar consumindo. É sabido que o Brasil é um dos campeões na quantidade de imposto e na prática de altas alíquotas. O Leão está sendo amansado pela crise, mas ainda não podemos comemorar, os governos continuam com alíquotas imorais e uma contrapartida pífia.

Decorrente da menor pressão inflacionária, a tão falada taxa SELIC deixou de subir e desce a ladeira.

Outro benefício trazido pela crise é o aprendizado que alguns estão sendo obrigados a assimilar no quesito do controle financeiro pessoal como, por exemplo, a lição de não se endividar excessivamente e analisar bem as taxas de juros, além, é claro, de avaliar se a aquisição de um produto cabe no orçamento. Quem tem poupança, pode ir às compras e encontrar ótimas pechinchas nos períodos nebulosos.

A regra para o Brasil dar um salto e pular essa crise é conhecida por muitos: redução gradual de impostos, aliada à redução da máquina estatal. Lula e sua equipe parecem ainda não ter calculado que a diminuição de receitas e aumento dos gastos é uma conta que não fechará. O governo federal precisa de uma chacoalhada. A redução de impostos e do aparato estatal possibilitará o crescimento da economia com a manutenção de investimentos, principalmente, em educação, saúde e saneamento.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Pérola no concurso do Ibama

A pérola literária que segue abaixo foi uma redação para um concurso do IBAMA. A autora é a minha irmã, que solicitou anonimato. Ela não fazia idéia do que o tema se tratava.

Até que nas demais provas, teve boas notas. O resultado final vai depender da sensibilidade humorística e compreensão literária do corretor.



A ALOCAÇÃO NEGOCIADA DA ÁGUA NO CONTEXTO DA POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS

Em seu texto, aborde: conceito e objetivos, relação com a política nacional de recursos hídricos, forma de execução (etapas) e participação do poder público na alocação pactuada.

É praticamente impossível escrever sobre um assunto teórico do qual não se tem segurança, principalmente tratando-se de tão relevante tema quanto a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Entretanto, cumprindo meu papel de candidata, e como boa brasileira que nunca desiste, atrevo-me a escrever meras elucubrações mentais apenas para não deixar em branco estas linhas, e para que os ilustres avaliadores tenham alguma distração, talvez até diversão, no cumprimento de sua tarefa.

No exercício supremo de minha criatividade, presumo humildemente que “alocação negociada da água” deva ser alguma forma de uso compartilhado da água que traga vantagens às partes envolvidas, sem qualquer prejuízo ao meio ambiente.

Deduzo então que deve ter o objetivo de otimizar o uso racional da água e assegurar qualidade e quantidade.

Esta modalidade de procedimento deve estar inserida, creio eu, na Política Nacional de Recursos Hídricos na forma de Resolução, Capítulo, ou algo equivalente.

Quanto à forma de execução e suas etapas, por serem muito complexas e minuciosas, excedem a minha capacidade de imaginação. Mas posso inferir que devem ser coerentes e bem organizadas em uma seqüência e lógica que culmine com um resultado satisfatório aos fins à que se propõe.

Finalmente, não querendo abusar da boa vontade e tempo dos nobres avaliadores, não farei qualquer menção à participação do poder público na alocação pactuada, tendo em vista o adiantado tempo de prova e o fim destas torturantes linhas.

Espero merecer alguma consideração de vossa parte, ao menos pelo uso da ortografia e gramática, quiçá pelo supremo esforço mental por mim realizado.

Encerro então estas linhas desculpando-me por qualquer inconveniente que por ventura possa ter-vos causado.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Licença para matar, por Pedro Lima

Quando o presidente Lula se esquece que é do PT, consegue governar bem como no caso da economia. Cercando-se de gente competente fez tudo ao contrário do que o seu partido propunha. Isto porque o pessoal do PT, bem como de todos os partidos de esquerda, tem uma visão caolha ao enxergar os fatos. Não possui equilíbrio, e é despreparado para o poder.

Trata-se de gente fanatizada, que usa dois pesos e duas medidas. Tenho observado ao longo do tempo a forma com que esse pessoal da esquerda enxerga as coisas. Tudo que Fidel Castro faz eles acham que está certo. Fidel fuzila, acham que é normal. Fidel prende jornalistas por crime de opinião e os próprios jornalistas brasileiros de esquerda aplaudem, não movem uma palha para defender seus colegas cubanos...

Artigo publicado no Diário de Cuiabá. Para ler na integra, clicar no link abaixo:

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=337677&edicao=12325&anterior=1

PEDRO LIMA é analista político e advogado

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Significado da Corrida de Reis (para mim)

Há coisas simples que trazem enorme prazer pessoal. É difícil transcrever em palavras o que a Corrida de Reis significa para mim. O primeiro contato foi através da propaganda das primeiras edições, parecia algo distante e impossível, desde então apenas sonhava em “um dia” participar.

Esta foi a minha décima participação e em todas as edições que corri, tenho a mesma sensação de vitória, superação de metas e desafio vencido (mesmo chegando bem depois do pelotão de elite). Não há palavras para expressar o que para muitos não passa de “uma corrida”.

Meu maior prêmio é ter uma vida saudável e me manter em forma o ano todo. Espero ter força de vontade para comemorar correndo a 50º edição desse maravilhoso evento.
OBS: Concluí a XXV Edição em 58min44, fiquei em 157º na minha categoria e 1414º na classificação geral.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ano Novo, Velhas Práticas

Artigo publicado no jornal Folha do Estado em 06/01/09 e nos sites http://www.prosaepolitica.com.br/ www.24horasnews.com.br/evc/index.php?mat=2236 www.olhardireto.com.br/artigoseopinioes/artigo.asp?cod=2676

Já está virando tradição de final de ano, o legislativo aprovar leis que vão contra os interesses do país e dos cidadãos. Temos “bons” exemplos nas suas três esferas de atuação.

O congresso nacional (em letra minúscula) votou a favor de uma emenda a Constituição que aumenta o número de vereadores. Numa artimanha meio camuflada foi votada essa lei, contrária às necessidades do país e vontade dos cidadãos, a quem os congressistas deveriam representar. Desafio os “nobres” congressistas que votaram a favor de tal aberração a me convencer dos benefícios que essa medida trará para a nação.

A assembléia legislativa (em minúsculo também) de Mato Grosso se beneficiou com a aprovação da aposentadoria vitalícia. Enquanto isso, no mundo real, o país sofre para tentar não ampliar o enorme déficit previdenciário. Esse projeto é tão contra os interesses que nem o autor teve a hombridade de assumir a autoria.

Para não ficar atrás, no penúltimo dia de 2008, fechando o ano com “chave de ouro”, nossos vereadores aprovaram aumento de mais de 23% nos próprios vencimentos. Enquanto se noticia a dificuldade de o Poder Executivo se ajustar e se adequar às novas realidades econômicas, nosso legislativo simplesmente ignora qualquer dificuldade ou mesmo a vontade dos cidadãos e acaba por legislar em causa própria. Rendimentos mais polpudos, aliados ao aumento do número de vereadores, trarão dificuldades para o executivo. E o legislativo, o que tem a ver com isso?!?!?

Quem conhece um pouco de economia sabe que nosso país tem uma pesada e onerosa máquina administrativa. Há enormes gastos correntes (manutenção da máquina pública), sobrando poucos recursos para investimentos em educação, saúde, habitação, etc.

Essas medidas fazem o ano novo começar com as mesmas velhas práticas políticas. O peso do inchaço será pago com a perpetuação de altos impostos e serviços públicos ineficientes. Nós precisamos de muitas realizações, em praticamente todas as áreas sociais, mas do que menos precisamos é de um maior número de vereadores e de tantas manobras escusas, nutrida pelos que elegemos para atuar pelo bem da coletividade.

Mesmo me considerando um otimista, diante desse tipo de notícia fica difícil vislumbrar um futuro próspero para o país. Resta apenas a esperança de que os eleitores fiquem mais atentos à ação dos políticos e de que as entidades representativas da sociedade utilizem os meios disponíveis para coibir tanto descalabro e desrespeito pelo cidadão.